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Leite e produtos lácteos – nutritivos e de baixo custo

Leite e produtos lácteos aparecem no ranking das melhores posições no quesito cálcio, vitamina A e vitamina D

Leite e derivados – nutritivos e de baixo custo

Dentre os alimentos e as bebidas consumidos pelos brasileiros, que satisfazem as necessidades diárias de cálcio, ferro, fibras, proteínas e vitaminas A, C, D e E, leite e produtos lácteos se destacam. O leite, por exemplo, pode suprir até 30% de cálcio em um adulto saudável a R$ 0,97. Os seus derivados também aparecem no ranking das melhores posições no quesito vitamina A e vitamina D. Ambas atendem às exigências nutricionais do indivíduo ao custo abaixo de R$ 2 reais.

Os dados são de um estudo realizado pela Embrapa, que enfatiza os benefícios de se consumir leite e produtos lácteos. Além de nutritivos, possuem baixo custo, indicados inclusive para famílias de baixa renda. Para chegar a essa conclusão, foram utilizadas informações da tabela nutricional e dos produtos contidos na Pesquisa de Orçamentos Familiares do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (2008/2009).

Foram avaliados mais de 400 alimentos e bebidas, dentre os quais 43 eram produtos lácteos. A cotação de preços é recente (2016) para acompanhar a sazonalidade do mercado. A seleção de nutrientes seguiu o que determina a definição de alimento saudável da Food and Drug Administration, além de considerar as deficiências nutricionais dos brasileiros segundo dados do IBGE.

No quesito proteína, a carne, o ovo de galinha e o amendoim triturado ganharam do leite de vaca embora com maiores preços. Por outro lado, os laticínios mostraram custo competitivo para vitaminas A e D, cálcio e proteína. Além disso, o leite apresenta elementos não encontrados em outras fontes de gordura, como o CLA – Ácido Linoleico Conjugado. Este possui ação anti-inflamatória, além de proteger o organismo contra alguns tipos de câncer.

Não apenas isso, a gordura do leite pode controlar a obesidade, impedir o diabetes do tipo 2 e evitar a síndrome metabólica – sobrepeso, pressão arterial alta, glicemia alta em jejum, HDL baixo e triglicérides altos. É importante ressaltar que o leite sozinho não faz milagre. É preciso adotar uma dieta balanceada, composta de frutas, legumes, cereais, proteína e fontes de gordura saudáveis.

Ao contrário do que muitos pensam, “consumir leite na fase adulta não é prejudicial à saúde, salvo se o indivíduo tiver intolerância à lactose ou alergia às suas proteínas”, afirma Mirella Binoti, professora da UFJF – Universidade Federal de Juiz de Fora. Alguns movimentos, que condenam o leite na alimentação de adultos, vêm do ativismo vegano, que exclui da dieta alimentos de origem animal.

Outros acreditam que a gordura do leite aumenta o colesterol ruim (LDL), assim como o risco de doenças cardiovasculares. Entretanto, trata-se um mito, pois há gorduras no leite benéficas ao organismo, que elevam o bom colesterol (HDL). Além disso, o colesterol LDL apresenta algumas partículas (grandes), que não estão correlacionadas a riscos cardiovasculares.

Fonte: Canal Rural.


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