Como a domesticação alterou a composição corporal dos suínos?

Do suíno tradicional ao suíno light: evolução e benefícios da carne suína ao longo do tempo


Na antiguidade, o porco selvagem dominava as florestas, com 70% de massa anterior e 30% posterior, alimentando-se de pastos, frutas e pequenos animais. Rápido e armado com dentes afiados, seu foco era a sobrevivência em um ambiente natural desafiador, explixa o Prof. Dr. Luiz Mário Fedalto, do Curso Produção de Suíno Light - Mais Carne, Menos Gordura.


Com a domesticação há 10 mil anos, o porco começou a mudar. Não precisando mais buscar comida na floresta, sua dieta passou a ser fornecida em chiqueiros fechados, levando ao acúmulo de gordura. A composição corporal alterou-se para 50% dianteiro e 50% traseiro, tornando-se ideal para fornecer banha e carne em quantidade.


No início do século, o suíno moderno começou a ser desenvolvido por meio do melhoramento genético e do cruzamento de raças puras. Sob pressão para aumentar a produtividade e tornar a espécie economicamente viável, além das demandas por carne com menos gordura devido à popularidade das margarinas vegetais, técnicos e criadores passaram a focar em um suíno com 30% de massa anterior e 70% posterior.


Os suínos atuais são criados em instalações confinadas, rigorosamente limpas e desinfetadas, sem acesso à terra. Essas condições são exigentes para garantir um ambiente controlado e higiênico. Com as práticas modernas de criação, os suínos têm apresentado menores teores de gordura na carcaça e desenvolvido massas musculares proeminentes, especialmente nas partes nobres como o lombo e o pernil.


Antes, os suínos tinham cerca de 40% a 45% de carne magra na carcaça, com camadas de toucinho medindo entre 5,0 e 6,0 cm de espessura. Hoje, devido aos avanços em genética e nutrição, o suíno moderno apresenta entre 55% e 62% de carne magra na carcaça, com o toucinho reduzido para menos de 1,0 cm, podendo chegar a 1,5 cm. Esses suínos são conhecidos como "quatro pernis".


Cerca de 70% da gordura suína está concentrada na camada de toucinho, enquanto os restantes 30% estão distribuídos em outras partes do corpo do animal. Isso significa que a carne suína possui naturalmente baixos teores de gordura, sendo uma escolha recomendada para dietas de emagrecimento em muitos países europeus.


Outro ponto interessante é que a carne suína possui aproximadamente 65% de gordura do tipo insaturada, que é conhecida por promover o aumento do "bom" colesterol. Os restantes 35% são compostos por gordura saturada, que está associada ao "mau" colesterol.


A evolução do suíno não apenas reflete melhorias na produção, mas também beneficia a saúde, oferecendo carne magra e nutritiva, adaptada aos padrões modernos de consumo consciente e saudável.


Como a domesticação alterou a composição corporal dos suínos?

A capacitação é fundamental para dominar todas as técnicas e segredos da suinocultura. O Curso Produção de Suíno Light - Mais Carne, Menos Gordura, oferece uma excelente oportunidade de aprendizado nessa área. Não deixe passar essa chance, invista em conhecimento e conquiste reconhecimento no mercado,  desenvolvendo um negócio promissor e rentável!

Conheça os Cursos CPT na Área de Suinocultura.
Por Thiago de Faria  

Thiago de Faria Ribeiro 04-07-2024 Agroindústrias

Deixe um Comentário

Comentários

Não há comentários para esta matéria.