Agricultores lucram com o processamento de pimenta

Agricultores lucram com o processamento de pimenta. Com o processamento de pimenta na agroindústria, o faturamento anual do produtor rural chega a R$240 mil, com lucratividade de 30%.

Com o processamento de pimenta na agroindústria, o faturamento anual do produtor rural chega a R$240 mil, com lucratividade de 30%

Agricultores lucram com o processamento de pimenta

Segundo Roseane Mendonça de Figueiredo, professora do Curso a Distância CPT Produção e Processamento de Pimenta, disponível nos formatos em Livro+DVD e Online, a pimenta é uma cultura que tem apresentado bons retornos financeiros tanto na produção quanto no seu processamento. Não é coincidência que agricultores do Sul do país passaram a investir na produção e no processamento de pimenta - com boa lucratividade nos negócios.

Além de ser grande produtora de pimenta, a cidade de Turuçu, no Rio Grande do Sul implantou várias agroindústrias recentemente. Com isso, várias famílias têm aumentado sua renda, com base na agricultura familiar e na diversificação de cultivos, em especial o da pimenta dedo-de-moça. Em um hectare de terra, é possível produzir 16 mil plantas, com boa rentabilidade na colheita. Anualmente são produzidos cerca de 14 mil quilos de pimenta.

Ainda que a região tenha sido atacada por uma doença, a antracnose, alguns produtores não se deram por vencidos - passaram a inovar com o processamento da pimenta para agregar valor à produção. As agroindústrias da região são modernas e contam com secadores elétricos, que desidratam as pimentas, em um processo rápido e eficiente.  Isso agiliza o trabalho e melhora a qualidade do produto final.

Em geral, a capacidade do secador chega a 700 quilos de pimentas in natura - com rendimento de 100 quilos no fim do processo. Mas também são produzidas pimenta em conserva, molho de pimenta e geleia de pimenta para potencializar a comercialização e aproveitar, ao máximo, a produção.

A construção das agroindústrias só foi possível graças ao apoio do governo do Rio Grande do Sul, que garantiu a elaboração de projetos e a aprovação do licenciamento ambiental (exigido por lei). Os principais objetivos são melhorar a renda das famílias rurais e manter os filhos dos agricultores no campo.

Como novas alternativas aos agricultores familiares, a Embrapa desenvolveu um projeto de introdução de novas variedades de pimenta na região. Para isso, criou um banco de germoplasma, com uma vasta coleção de pimentas. São cerca de 400 variedades coletadas, na sua maioria, em propriedades do Rio Grande do Sul.

Dentre as variedades, estão pimenta doce (amarelada), pimenta ornamental roxa (bastante resistente à antracnose), pimenta "unha de falcão" (Japão), pimenta preta - quando jovem, e vermelha - quando adulta (Amazônia), pimenta com formato de pitanga (Piauí) e outras. Algumas dessas variedades já conquistaram os agricultores de Turuçu, também donos de agroindústrias.

Para implantar uma agroindústria de processamento de pimenta, o investimento inicial gira em torno de R$70 mil. Mas o valor compensa, pois o faturamento anual chega a R$240 mil, com lucratividade de 30%.

Como são muitos os produtores na região, foi criada uma cooperativa para comercialização dos produtos. Estes são vendidos na "Casa da Pimenta"- o que permite novas perspectivas para os produtores de pimenta da região.

Fonte: Globo Rural.

Andréa Oliveira 09-01-2017 Agroindústrias

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