Centro de Produções Técnicas


É possível recuperar áreas de extração de bauxita

Atualmente, é possível recuperar áreas de extração de bauxita, por meio de técnicas que envolvem ajuste topográfico e correção do solo

É possível recuperar áreas de extração de bauxita

Embora o alumínio extraído da bauxita seja um componente essencial à fabricação de inúmeros produtos, sua exploração causa sérios impactos ambientais no meio ambiente. Na Zona da Mata mineira, há grande concentração desse minério. Em meio às belas montanhas, são mais de 38 km de largura e 300 km de extensão de área já explorada. Isso equivale a uma extensa região onde a vegetação nativa desapareceu.

A extração de bauxita redesenha o relevo local com a remoção do solo pelas máquinas pesadas. É como se, em toda área, fossem surgindo feridas e cicatrizes onde a flora e a fauna não têm mais condições de permanecer. Em prol de curar essas feridas, a UFV – Universidade Federal de Viçosa tem realizado um intenso trabalho de recuperação em inúmeras propriedades, localizadas próximas à área de exploração de bauxita.

As áreas de recuperação abrangem regiões de pastagem, lavouras de café e plantações de eucalipto. Inclusive, a nova estrutura do solo tem permitido o cultivo de espécies de eucalipto mais densas, próprias da vegetação nativa local.

“Para o produtor, é muito difícil recuperar ou renovar uma área devastada. Sendo assim, é aconselhável que ele procure uma assistência técnica especializada, uma vez que devem ser considerados aspectos como o grau de degradação do solo, presença de banco de sementes e fertilidade do solo”, afirmam Adilson de Paula Almeida Aguiar e Bianca Helena Passareti Junqueira Franco Almeida, do Curso a Distância CPT Recuperação de Pastagens, em Livro+DVD e Online, da Área Pastagens e Alimentação Animal.

Produtores rurais, como Marcílio Pacheco, permitiram o acesso de uma mineradora há sete anos. Felizmente, após a extração do minério, a área foi recuperada. Nela, são criadas mais de 70 cabeças de gado, alimentadas com braquiarão, que se desenvolveu muito bem onde antes havia bauxita. Com a recuperação da área, realizada por especialistas, a propriedade valorizou. Hoje o hectare vale R$ 18 mil – antes valia apenas R$ 3 mil.

A recuperação é realizada inicialmente com a análise topográfica para ajustar o relevo da região. Em seguida, vem a escarificação para a descompactação do solo – o objetivo é aumentar o potencial de retenção de água e nutrientes. Depois, o solo rico (mais escuro e superficial) é lançado em toda a área. Finalmente, são realizados o terraceamento – por meio das curvas de nível, e correção do solo – com fosfato, calcário e cama de frango.

Fonte: Globo Rural.

Confira o artigo “Órgãos do governo criam site de incentivo à agroecologia” e aprimore ainda mais o seu conhecimento.


Deixe Um Comentário

Marque a caixa abaixo para validar seu comentário