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Saiba mais sobre padrões de qualidade da cachaça artesanal

Ao classificar um lote de cachaça como bebida de boa qualidade, o especialista considera uma série de medidas adotadas desde a produção até a comercialização do produto

Saiba mais sobre padrões de qualidade da cachaça artesanal

“A qualidade da cachaça artesanal deve abranger desde a escolha das variedades de cana, o tipo de corte e o transporte da cana, até os cuidados durante todas as operações de fabricação e a chegada do produto final ao consumidor”, afirma José Benício Paes Chaves, professor do Curso a Distância CPT Cachaça – Produção Artesanal de Qualidade, disponível nos formatos em Livro+DVD e Online.

Em outras palavras, para chegar a um alto padrão de qualidade da cachaça artesanal, é de fundamental importância ter pleno conhecimento dos indicadores de controle em toda a cadeia produtiva da bebida. Assim, ao classificar um lote de cachaça como bebida de boa qualidade, o especialista considera uma série de medidas adotadas na produção, no processamento, no armazenamento e na comercialização do produto.

Segundo José Benício, uma boa cachaça artesanal possui aroma, sabor, odor, dimensões de cor, grau alcoólico, acidez, aldeídos, ésteres, teores de metanol e de metais dentro dos limites de especificação adequados para o produto. Estes são determinados por especialistas e definidos pelo fabricante, com base nas exigências dos consumidores, além das normas estipuladas por legislação específica.

BOAS PRÁTICAS DE FABRICAÇÃO

Nenhum corante que altere a cor da cachaça é permitido, muito menos a adição de substâncias que alterem as características naturais do produto final. Em hipótese alguma, podem aparecer na bebida lascas de maneira ou maravalhas.

Quantidade de impurezas voláteis permitida em 100 ml da bebida:

->Acidez volátil em ácido acético: máximo de 150 mg;
->Congêneres: mínimo de 200 e máximo de 650 mg;
->Ésteres em acetato de etila: máximo de 200 mg;
->Álcoois superiores: máximo de 360 mg;
->Furfural + Hidroximetilfurfural: máximo de 5 mg.

ROTULAGEM DO PRODUTO

A palavra “artesanal” não pode ser empregada para qualificar ou designar a bebida. Por outro lado, se a cachaça produzida fugir ao convencional (ao que é normalmente produzido na empresa), o rótulo pode vir como “reserva especial”.

Quando a cachaça artesanal for armazenada em tonéis de madeira, mas não seguir os parâmetros de “envelhecida” ou “premium”, por exemplo, o rótulo deve apresentar o nome do recipiente onde a cachaça foi armazenada, assim como o tipo da madeira.

Para que a região de fabricação da cachaça esteja presente no rótulo, é preciso que a indicação geográfica do lugar tenha registro no INPI – Instituto Nacional da Propriedade Industrial. É importante que o nome da região esteja abaixo da denominação da bebida.

Fontes: Blog Cachaça Gestor e Cursos CPT.


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