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Conheça o morango brasileiro com selo da Rainforest Alliance

O morango brasileiro com selo da Rainforest Alliance foi produzido no Rio Grande do Sul por jovens empreendedores

Conheça o morango brasileiro com selo da Rainforest Alliance

Em busca de inovação e diferencial, no Rio Grande do Sul, jovens gaúchos passaram a produzir morango sem agrotóxico. Para valorizar ainda mais o pseudofruto no mercado, eles conseguiram o selo verde da Rainforest Allience – Aliança das Florestas Úmidas. Alguns produtos nacionais, como chocolate e café, recebem essa certificação, mas morango foi a primeira vez. Com as vantajosas mudanças, cada plantinha passou a produzir 1 kg de morango/ano, mas as estimativas são para 1 kg e 300 g/ano.

Márcia (advogada), Luiz (antropólogo) e Marlove (farmacêutica), os visionários empreendedores, afirmam que o faturamento da produção de morangos aumentou cerca de dez vezes mais quando comparada aos aviários da família. O que começou como um sonho, às margens do rio Taquari, a 100km de Porto Alegre, tornou-se um negócio amplamente lucrativo. O objetivo era produzir mais e de forma sustentável, mas os resultados foram surpreendentes.

Além de entrar no mercado com força competitiva, o morango produzido pelos jovens gaúchos apresenta 80% a menos de agrotóxicos, graças ao plástico do cultivo protegido. “A estrutura tem efeito guarda-chuva, impedindo que a água chegue às folhas do morangueiro, o que impede a proliferação de fungos”, explica Andreia Binz Tonin, técnica local da Emater – Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural.

Com 102 metros de comprimento e 28 metros de largura, “a faraônica estufa garante proteção aos morangueiros. Dessa forma, nem pragas nem doenças acometem os morangos – as plantas crescem viçosas, sem a necessidade de agrodefensivos”, afirmam Afonso Peche Filho, José Dahir Porto De Luca e Aurélio Carpalhoso de Abreu, professores do Curso a Distância CPT Produção de Morango Orgânico, em Livro+DVD e Online, da Área Agricultura Orgânica.

Na região, parte das plantações de morango tem saído do plantio direto para estufas idênticas a essa. Mas a família Kartch agregou à estrutura uma espécie de tela, para impedir a entrada de insetos vetores de doenças em seu interior. No piso, foi instalado um tapete de ráfia, com o objetivo principal de impedir o crescimento de plantas daninhas. Com isso, não há necessidade de capina nem de aplicação de herbicidas.

A estrutura é relativamente fechada, pois existe uma pequena abertura para a passagem das abelhas nativas sem ferrão, uma das principais polinizadoras dos morangueiros. Segundo a técnica da Emater, a polinização natural aumenta a produtividade e a qualidade da produção, além de reduzir, em 70%, a má formação dos pseudofrutos. Sem falar que ela também contribui com o calibre dos morangos.

Fonte: Globo Rural.

Confira o artigo “Vantagens da agricultura orgânica” e aprimore ainda mais o seu conhecimento.

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